Discurso do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, na abertura do “World Information and Communications Summit 2011 (WICS 2011)” - Seul, 11/05/2011

Sinto-me extremamente honrado por representar o Brasil neste tão importante evento. Aqui, trocaremos experiências em relação às políticas para o progresso das tecnologias de informação e comunicação em nossos países. Iremos, sobretudo, estreitar nossos laços para debater projetos comuns de cooperação e parceria nestas áreas.


Quero, portanto, agradecer desde já o convite para estar aqui presente, bem como o carinho e a atenção que tenho recebido do Governo Coreano e, em especial, da Comissão de Comunicações da Coréia.
O Brasil, como os senhores sabem, vem atravessando um intenso processo de mudanças econômicas e sociais, em especial nos últimos oito anos.


Começamos a vencer uma série de desigualdades históricas que concentravam a renda e a produção em apenas algumas regiões do nosso País, que impediam a grande parte de nossos 190 milhões de habitantes ter acesso ao emprego decente, à educação e ao mercado de consumo.


A partir do ano de 2003, nossa economia vem crescendo a uma média anual de 4%. Nesse mesmo período, geramos mais de 15 milhões de empregos formais. Expandimos de forma intensa o acesso à educação superior e possibilitamos que nada menos do que 35 milhões e 700 mil brasileiros ingressassem nas classes de renda média e elevada.


Essas transformações, aliadas a políticas fiscais e macroeconômicas eficientes, possibilitaram-nos, ao mesmo tempo, distribuir renda, trabalhar pela igualdade social e gerar um sólido mercado interno. E é justamente esse mercado interno que dá sustentação, força e dinamismo ao nosso desenvolvimento social e econômico.
Fomos um dos últimos países a entrar na crise econômica internacional e um dos primeiros a sair. Só para termos uma idéia, o crescimento econômico do ano passado foi superior a 7% – sendo que a previsão para 2011 é de 4,5%.

A expansão econômica e do mercado consumidor gerou efeitos positivos no setor de tecnologias da informação e da comunicação – e temos registrado crescimentos elevados no acesso a todos os serviços do setor. Ainda temos muito a fazer, contudo, para que nossas redes e serviços de comunicações cheguem a um nível de qualidade e cobertura compatível com o grande momento vivido pelo Brasil.


Até o ano de 2009, pouco mais da metade dos brasileiros nunca havia acessado a Internet. Nossos serviços ainda são, em grande parte, caros. E as velocidades de acesso à rede oferecidas no Brasil ainda estão muito aquém daquelas de que necessitamos.


O crescimento da indústria e das atividades econômicas em geral requer banda larga. A preparação da Copa do Mundo e das Olimpíadas pedem redes de ponta. E o brasileiro – com sua grande capacidade criativa – está sedento por novos conteúdos e tecnologias.


A Presidenta Dilma Rousseff, que está comprometida em erradicar a miséria em nosso País e dar ainda mais velocidade e solidez ao nosso processo de desenvolvimento, nos deu a incumbência de elevar os serviços de comunicação a um novo e mais elevado patamar.


Ela quer que cheguemos ao ano de 2014 com uma ampla oferta de serviços de banda larga a preços acessíveis. E que sejamos um grande player no setor de tecnologias da informação.


Isso significa multiplicar nossas redes de fibra óptica, especialmente em sua porção intermediária - o backhaul. Significa adotar novas tecnologias de acesso com e sem fio. Significa um elevado volume de investimentos. E significa, sobretudo, formular parcerias tecnológicas e produtivas.


A Coreia é um grande exemplo de como a determinação do poder público em investir nas Tecnologias da Informação e da Comunicação transformam para melhor, em um tempo relativamente curto, toda uma economia e uma sociedade. Queremos aprender com a experiência coreana. E queremos, também, estabelecer acordos de cooperação com os centros de pesquisa na área de TICs.


Nossos países já são grandes parceiros comerciais – e o investimento coreano no Brasil, em especial na indústria eletrônica, é significativo. Podemos e devemos estreitar esses laços. O governo brasileiro está comprometido em apoiar iniciativas

para que empresas estrangeiras inovem e desenvolvam produtos e tecnologias em suas plantas brasileiras. Está, também, certo de que o investimento externo é fundamental para o progresso das TICs no Brasil.


Quem investir no Brasil, quem estreitar conosco os laços produtivos e comerciais, não se arrependerá. E a principal prova disso é o sucesso que nós – e nossos parceiros – temos tido nos últimos anos.


Muito obrigado.

Ministério das Comunicações

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