Porto Alegre, 30/10/2012 - O uso de meios eletrônicos para pagamentos de contas deverá ser lançado pelo Governo Federal em breve com o objetivo de facilitar a bancarização de parte da população hoje excluída. "Vamos lançar a carteira eletrônica", afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na abertura do IV Fórum de Inclusão Financeira, promovido pelo Banco Central em Porto Alegre, nesta segunda-feira (29).

Segundo Bernardo, o Brasil tem hoje 250 milhões de aparelhos celulares e apenas 120 milhões de brasileiros com contas bancárias. Portanto, "existe um espaço grande para ser ocupado por este serviço, com a consequente redução dos custos das transações financeiras", ressaltou. E acrescentou que este será mais um instrumento para facilitar o acesso aos meios de pagamento tradicionais e fomentar novos serviços financeiros.
Esclareceu ainda que o que está em estudo é um sistema que "seja tão simples quanto mandar um SMS" para atingir toda a população que hoje usa o celular pré-pago que representa cerca de 80% do total de aparelhos no país.
A proposta resulta de uma parceria do Ministério das Comunicações com o Banco Central do Brasil que será responsável pela elaboração da proposta legal para inclusão da nova modalidade no Sistema de Pagamentos Brasileiro.
Segundo o BC, nos últimos anos tem crescido a participação de instituições não financeiras na provisão de serviços de pagamento, principalmente por intermédio de cartões de pagamento de crédito e débito, moedas eletrônicas ou meios eletrônicos de pagamento como o que usa no comércio virtual.
Na proposta, o Banco Central do Brasil, o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ficarão responsáveis por encontrar mecanismos para estimular a inclusão financeira da população.
Segundo Bernardo, as estatísticas de bancarização de 2010 mostram que enquanto as classes A e B mantêm 70% de itens financeiros em conta-corrente; na classe C, este valor cai para 52%; e para 29%, nas classes D/E. Além disso, destacou, o dinheiro em espécie é utilizado para pagamento em 86% das situações nas classes D/E, enquanto é de 57% nas classes A/B.
Assim, diz o ministro, tem muito espaço a ser ocupado neste segmento com transações de baixo custo, maior escala para o mercado e conveniência para o consumidor que vai resultar em maior eficiência do sistema.
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