Secretários do MiniCom debatem avanços do PNBL e inclusão digital

Autoridades destacam evolução do setor de telecomunicações desde a criação do Programa Nacional de Banda Larga

Brasília, 06/06/2012 – Representantes de governo, pesquisadores e empresas de telecom debateram os desafios do país na demanda por banda larga e o uso da tecnologia na educação nesta terça-feira em Brasília, durante o 31º Encontro Telesíntese. Na abertura do evento, o secretário-executivo do MiniCom, Cezar Alvarez, fez um balanço do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) nos últimos dois anos.

Alvarez apontou que o número de residências conectadas quase dobrou no período, saindo de 17 milhões em 2010 para mais de 30 milhões. A velocidade média das conexões, que antes da criação do plano eram boa parte equivalentes ao acesso discado, hoje estão na faixa entre 512 Kbps e 2 Mbps. O preço médio do plano de 1 Mbps (velocidade do pacote de internet popular) caiu de R$ 93 para R$ 35. A intenção do governo agora é apresentar uma segunda fase do PNBL, com maior velocidade nos planos populares e metas de longo prazo.

No painel sobre os desafios em aproximar a sociedade das tecnologias da informação, a secretária de Inclusão Digital, Lygia Pupatto, afirmou que para diminuir o contingente de 50% da população nacional que não possui acesso à internet são necessárias articulações com órgãos de governo, estados, municípios e organizações da sociedade civil.

Por meio do programa Rede Digitais da Cidadania, que já conta com a parceria de 11 governos estaduais, serão utilizadas as tecnologias da informação para qualificar técnicos e gestores municipais, micro e pequenas empresas e agricultores familiares. Em outra frente, o programa Cidades Digitais visa melhorar o acesso aos serviços públicos por meio da construção de infraestrutura de rede nas cidades atendidas.

No debate sobre a oferta de acesso nas grandes e médias cidades, o secretário de Telecomunicações, Maximiliano Martinhão, disse que no Brasil há grande demanda pela banda larga, mas é necessário superar obstáculos como custo do serviço e cobertura em algumas regiões. O secretário ressaltou as ações do governo para avançar nesses pontos, como a lei que desonera o investimento em redes de banda larga, a discussão da lei de antenas para regular a construção de torres de telecomunicações e a aprovação pela Anatel do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC) na semana passada.

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