A PNAD também revelou um aumento significativo no acesso à internet entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos
Brasília, 16/05/2013 – A internet está cada vez mais presente na vida dos brasileiros e seu uso tem crescido principalmente entre as pessoas com baixa renda. O percentual desse grupo com acesso à rede passou de cerca de 25% em 2005 para 65% em 2011, segundo dados da PNAD - Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o crescimento mostra que o governo está no caminho certo ao estimular os investimentos do setor e atuar fortemente na regulação para oferecer melhores serviços a esses novos consumidores. "Vamos continuar executando políticas públicas para massificar o acesso à internet no Brasil e reduzir as desigualdades regionais das conexões que ainda são grandes".
Entre 2005 e 2011, o acesso à internet aumentou em todas as faixas etárias, especialmente entre pessoas com mais de 50 anos e crianças e adolescentes com idades de 10 a 14 anos. O diretor de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, cita algumas ações do governo federal que contribuíram para esse avanço. "Em 2005, a Lei do Bem desonerou os computadores fabricados no país. Em 2008, foi lançado o Banda Larga nas Escolas, que aproximou a criança da escola pública da internet. Além, é claro, do Programa Nacional de Banda Larga, que de 2010 para 2011 provocou uma redução histórica, superior a 45%, nos preços da internet no Brasil", afirma.
A PNAD também demonstra que pessoas com mais escolaridade têm mais acesso à internet. Entre os brasileiros que possuem 15 anos ou mais de sala de aula, 90,2% eram internautas. Já entre aqueles que frequentaram a escola por 4 a 7 anos, apenas 11,8% acessavam a rede. O mesmo acontece com a posse de celular: o percentual de pessoas que possuem telefones móveis é maior entre as pessoas que mais estudaram.
Outro dado importante revelado pela pesquisa foi o de que, pela primeira vez, o percentual de mulheres (69,5%) que possuem celular superou o de homens donos de telefone móvel (68,7%).
Coimbra destacou, porém, que os dados da pesquisa se referem exclusivamente a computadores com acesso à internet. Com o crescimento do acesso móvel por meio de tablets e smartphones, o Ministério das Comunicações e o IBGE já vêm conversando sobre a possibilidade de, nas próximas pesquisas, incluir questões relacionadas ao acesso à web a partir de terminais móveis.
Saiba mais sobre a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) – 2011
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